São várias dezenas de metros até ao topo do edifício, mas o elevador supersónico transforma a expectativa de ver Lisboa perto do céu numa viagem de poucos segundos, e a vista justifica a visita. O cenário é magnífico. A decoração elegante, em tons cremes e dourados, as mesas com bonitos atoalhados, acompanhadas do serviço de prata e copos de cristal, tornam o ambiente intimista e muito apaixonante. O verdadeiro ex libris da sala tem por nome Leonel Pereira, que se refugia na cozinha, sendo um dos chefs mais criativos e exigentes do nosso País. Já mereceu honras nacionais e internacionais, e juntou recentemente a distinção e o reconhecimento pelo seu trabalho atribuídos pela Academia Portuguesa de Gastronomia. A sua exigência e perfeição obrigam-no a reinventar as receitas, mas respeitando sempre os sabores, a sua inocência e a horta da sua infância. A sua versão do cozido à portuguesa, de uma horta representada num prato, ou uma das muitas versões do bronze de foie-gras são as imagens reais da sua visão. O serviço de mesa é também responsável pelo sucesso do restaurante, apresentando as obras do chef de forma apaixonada e esclarecedora. Uma viagem de sentidos e sabores à alta gastronomia lusa.














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Impressiona a vista que se tem lá de cima, depois só a conta por demais exagerada para o que se consome
Antonio Rodrigues
Quando pedi os 2 cafés eles meteram em cima da mesa uns pequenos biscoitos para acompanhar o café. Quando peço a conta fico surprendido por terem cobrado os biscoitos.
Um roubo. Tentam sempre enganar os clientes!
Excelente vista sobre Lisboa, bom atendimento mas de facto é muito caro. 2 pessoas o valor foi €144. (e n bebemos vinho)
Visita inserida no âmbito da Restaurant week, constituindo primeiro contacto com o restaurante, que tem a imprensa e crítica rendida a seu favor. No entanto, tirando a entrada (ligação de foie gras c/ farófias de porto branco) que estava irrepreensível e com ligação surpreendente, tudo o resto esteve próximo do aceitável (cachaço de porco bísaro) e do sofrível (Bacalhau Dom Todos, de cura amarela, que não abonou nada a favor da cozinha do Panorama, quer em termos da matéria-prima, quer em termos da confecção). Bonita garrafeira (em vidro transparente) com preços igualmente elevados. Paralelamente, o preço do couvert, água e café é exorbitante (1 café ronda os 4 € assim como uma garrafa de água). Houve unamimidade em torno da mais-valia do restaurante, sem dúvia a vista sobre a cidade de Lisboa, que à noite atinge o seu esplendor. Infelizmente, no restante não foi possível comprovar as boas referências que alguns críticos gastronómicos e revistas do ramo dão ao restaurante. Bem pelo contrário...
Afonso